Todo descuido do mundo diluído em soda caustica.
As veias se tornam tempestivas, enquanto a vizinhança se disfarça entre as noites festivas. O que se vê nessas noites é um pouco de um tudo insano, um tudo que não se mede, um pouco do que não se perde.
São tantas pessoas, as visões se embaralham, os mundos se espalham, e cada parte se mistura em cada vida que se costura.
Este corpo desorientado com a invasão de habitantes estranhos e com as veias sinestésicas congestionadas, é um habitante estranho dentro de si mesmo.
As artérias pulsando novos ruídos, passeiam por mim o som de outras almas.
Os gostos passados manchados na memória enganam a saudade, me deixam pela metade, tamanha é a maldade e o gosto da minha vontade.
Pelas entradas, recortes de outras vidas se colando um pouco em cada pessoa que passa. Passam tantas, algumas deixam rastros, algumas saem recortadas, outras não se sente quase nada.
As artérias pulsando novos ruídos, passeiam por mim o som de outras almas.
Os gostos passados manchados na memória enganam a saudade, me deixam pela metade, tamanha é a maldade e o gosto da minha vontade.
Pelas entradas, recortes de outras vidas se colando um pouco em cada pessoa que passa. Passam tantas, algumas deixam rastros, algumas saem recortadas, outras não se sente quase nada.
É preciso despir os olhares velhos do passado, chamar as visões que por descuido se desprendem,visões que em algum momento flertam com a ilusão de ótica e se lascam!
A minha visão esperneia em um futuro incerto, sucumbe à dúvidas esfumaçadas entre um véu de tintas gastas.
As minhas cores tão gastas, as minhas cores descascadas desnudando o muro da minha casa, a aquarela que possuo na alma, desagua, desaba, mas não se acaba.
Agora, me sinto pálida com tantos rostos sem expressão, com tantas vozes sem coração. Me sinto como os tijolos que sobraram da reforma, quebrados pelo chão; tijolos que desconstroem a construção, meu corpo desconstruido em mutação!
Você pode engolir todas as minhas dúvidas,mas proteja as suas certezas incertas.Eu carrego uma muamba no peito que vai deixando rastros por onde passa.Encontre-a se puder!Ela diz que não quer ser vendida,nem contrabandeada,pois neste momento se sente mal,sabendo que fora roubada.As suas peças parecem frouxas.Aperte-as se quiser!Minha engrenagem ensanguentada desbotou, desde que se separou de mim.Pinte-a com o seu tom, quando vier!
Perdi meu coração na Praça Cívica,e por hora ele me parece tão distante como onde judas perdeu as botas!O mundo está girando e as pessoas rodando numa ciranda de contra mão!Vejo todos muito preocupadas com o tempo e tão sem tempo pra chegar noutra estação.No meio desse anseio que se desconhece "... a frieza do relógio não compete com a quentura do meu coração.Coração que bate 4 por 4 sem lógica, sem lógica e sem nenhuma razão...".Tem gente que anda achando que eu dormi no ponto,que rasguei o meu cartão;tem gente que não entende que o meu ponto é outro e lá não tem dessas coisas não.Todo ponto final é controverso,e isso é mais que uma questão de opinião.
Aos trancos e barrancos vou seguindo,e espero um dia encontrar o meu lugar nessa imensidão!
Aos trancos e barrancos vou seguindo,e espero um dia encontrar o meu lugar nessa imensidão!
O mundo se enrosca numa trepadeira de gente,um mundo no outro,partes externas e internas se emaranhando,formando um conjunto de músicas variadas,cada um com o seu rolo de filme na bagagem,e ele vai se desenrolando pelo chão,se perdendo,nos achados e perdidos pessoas se encontram e reencontram,doando uma parte de si para cada filme.Pode-se ver esparramados,rolos cortados,remendados,gastos,novos,semi novos,assim as histórias vão se emendando,elas podem ser sujas,fantásticas,perversas,românticas,de horror, ilusão,tragédia,redenção!Todos caminham deixando seus rastros,porque todos desejam ser encontrados!
"E tudo que nós fazemos,não é para sermos mais amados?"
"E tudo que nós fazemos,não é para sermos mais amados?"
Assinar:
Postagens (Atom)

