O corpo, um teatro abandonado, as cortinas se fecharam pra você. Agora o cinema mudo toma conta de toda a tela, movimentos e expressões para justificar a falta de palavras. Só a trilha sonora dizendo por você, na tentativa de que alguém decifre a melodia. O figurino velho, em trapos ainda te vestem de nostalgia. As costureiras estão mortas, eu preciso costurar os meus vestidos, mas as agulhas se contorcem e machucam. Eu visto a minha nudez rasgada e todos os cortes expostos, as marcas de uma cena que já não existe. Somente os passos na mesma trilha, caminhando na melodia da cidade.
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