É preciso despir os olhares velhos do passado, chamar as visões que por descuido se desprendem,visões que em algum momento flertam com a ilusão de ótica e se lascam!
A minha visão esperneia em um futuro incerto, sucumbe à dúvidas esfumaçadas entre um véu de tintas gastas.
As minhas cores tão gastas, as minhas cores descascadas desnudando o muro da minha casa, a aquarela que possuo na alma, desagua, desaba, mas não se acaba.
Agora, me sinto pálida com tantos rostos sem expressão, com tantas vozes sem coração. Me sinto como os tijolos que sobraram da reforma, quebrados pelo chão; tijolos que desconstroem a construção, meu corpo desconstruido em mutação!
Você pode engolir todas as minhas dúvidas,mas proteja as suas certezas incertas.Eu carrego uma muamba no peito que vai deixando rastros por onde passa.Encontre-a se puder!Ela diz que não quer ser vendida,nem contrabandeada,pois neste momento se sente mal,sabendo que fora roubada.As suas peças parecem frouxas.Aperte-as se quiser!Minha engrenagem ensanguentada desbotou, desde que se separou de mim.Pinte-a com o seu tom, quando vier!
Assinar:
Postagens (Atom)

