Desprendendo-se do útero na direção torta da proibição dos desejos
Na linha reta do desengano
Eu me nego
Mas não me negue
Acabo de sair novamente deste saco quente
Me aconchegue
Chegue perto
Me deixe!...
sentir a confusão de seus sentidos
Não me deixe!...
á maestria dos sons surdos...
eles que calam-te
Enterre-os!
Uma nova canção
Descubra,descubra-a
Em mim
Despindo essa lama entediosa
Do véu preto desse Deus que fere e sufoca
Cansando minhas pernas nessas ladeiras madrugadas
Com os dedos calados de vontade de te ter
De toda a saudade que se acende em minha cama
Esse desatino que vem de mansinho invadindo minha rotina
É você senhor imperioso dessa morada
Da minha nudez castigada
Da comida mal mastigada
Das noites mal habitadas
Esse peito que não dorme
A cabeça em delírios que me consome
Me consuma!
Assim tão lentamente
Como há anos vem fazendo
Latente...
Que num suspiro distraído pulsa
Aí então me ressuscita quente
Para dentro de você
Me devore devagar
que é pra eu não me cansar...
de você!
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