Cansada de viver a vida do mundo,de ser lavada por esse rio imundo,levada por essa enchente de gente trépida e faminta,engolindo a água extinta,aguando o instinto da terra nas costas,fazendo brotar um jardim de cactos,o chão árido do corpo,o movimento quente da enxurrada e eu me levanto.Eu vejo nuvens pesadas,o céu amarelado de fim de tarde abafada,mofada,e ele desaba,desagua o mijo do seu ventre,a sua vergonha.

Um comentário:

Fran* disse...

Sempre me fazem mais densa as minhas passagens por aq..e eu lembro o qto é bom..e bem bom..ter pessoas como vc por perto..q me fazem real, mesmo suja ou vivendo numa realidade inventada.Me faz viva.

Continua me jogando a verdade na cara..um daqueles tapas inesperados.

:*