Há lugares em que somos o apelido,outros nosso próprio nome,há lugares que não podemos ser outro que não sejamos nós mesmos,para não corromper,não nos corromper por tão pouco.
Às vezes corrompemos o corpo, por necessidade,vaidade,luxuria,depravação.Mas é importante que não percamos a dignidade,ainda que a identidade fique falha que não a deixemos cair na falência.A mente desfalecida é um corpo falido;um Estado em declínio.Nos tornamos então outro,um personagem criado para manter o (des)equilibrio da aparência.Eu não quero essa fantasia pobre,vestir rendas ensaiadas,luvas para acenar com um ar mais abrilhantado.As minhas luvas incomodam,o meu vestido de renda rasgado;não quero ser a rainha piranha da festa com o seu príncipe desdentado."Esse mordedor,morde com dentes roubados.Até as suas entranhas são falsas".Fugir da realidade é preciso,dessa brutalidade cotidiana,das relações automatizadas."Com um centímetro cúbico se curam dez sentimentos lúgubres."E que venha a ressaca moral;a inspiração e os bons sentimentos.Dos meus tormentos,Deus me presenteia com olhos sensíveis e eu posso enxergar a beleza que me cerca.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário