Já nasce na obra incerta de teu destino de acauã
Nasce cuspida nos confins sórdidos no inicio do inferno
Na empreitada de teu caminho entre as montanhas,
Os sopros de bocas amaldiçoadas a jogam para baixo
É provável que teu topo venha com a morte
Pois já não sente medo
Absorta das pancadas guarda em segredo
Aqueles teus sonhos de menina,que lhes foram arrancados
Vem do berço que não produz leite
Alimentada de pedra que amarra a boca
E entalada na garganta perde a voz
Tua ascensão os faz crescer monstruosamente
Teu declínio os enfraquece
Eles precisam de você para produzir
Precisam de tua fome para prosperar
Fazem alarde do adoecer desse povo
Seguido de banquete
E ela diz:
“Porque você deita em cima de mim,deita e rola em cima da minha cama,fica querendo se aparecer e ser uma coisa que não é,se quando você morrer você vai feder...se é que já não está podre por dentro em vida,porque em cima dessa terra você não é ninguém!
É não é fácil não,eu to fudida e mal paga!”
(essas palavras foram proferidas durante a embriaguez lúcida de uma mulher que conheci,possuía ela no olhar chamas de tristeza e lagrimas que queimavam-lhe a face,numa vermelhidão como a cor de sua camiseta que me ofuscava com uma frase que dizia torpemente:COBAIAS HUMANAS!)
*Acauã:grande ave devoradora de serpentes
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