Desenquadre o retrato desta parede,ela cai aos pedaços,enquanto desmancha os laços,ela se desfaz em cacos.Neste borrão de parede,não pára de escorrer o mofo do tempo.Ela está se apagando.A moldura se desgastando.
O que resta para nós agora?
Um concreto que se racha dentro de um tempo que se mancha,é o que enxergo agora,com o meu costumeiro olhar obscuro.Mas não pense que sou pessimista!Às vezes se enxerga melhor na escuridão.Mas não pense que sou triste assim,não!É que algumas visitas demoram a ir embora.
Eu queria ser engraçada,mas enceno melhor sendo trágica!
Queria também ser colorida,arrasar com uma avenida,ser blockbuster de bilheteria;que nada!A minha natureza é mais;tem mais cores que uma roupa colorida,maior do que uma avenida,vale mais que qualquer sucesso de bilheteria!Mas não vá pensar que sou convencida!É que aprendi,que pra seguir em frente,temos que acreditar na gente,acreditar na vida.
Desenquadre-se dessa moldura velha!
Adequar-se a novas maneiras,isso soa como:Adequar-se?Ajustar-se?"Moldurar-se"?Enquadrar-se?
Eu quero dizer apenas, desprenda-se...
Desprenda-se!
Moldes,frases prontas,sorrisos "desespontâneamente" simpáticos,feições forjadas,caras de parede,os quadros quadrados que espalham pelas casas,roupas de alfaiate ruim,enfeites inespressivos.Como viver dentro deste "desconvívio" social!?
Desenquadre-se!
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