Lá vem aquele garoto novamente
de roupa surrada e cárie no dente
Lá vem ele com o vício esfumaçado no olhar
tracejando uma nuvem de poeira no ar
E ele disse que está sem gosto para o amor
que em sua vida amarraram-lhe num coador
Todos os dias sua cidade amanhece encarniçada
com o berro de algumas crianças no decorrer da enxurrada
Diz-se nascido nas caldeiras elétricas catastróficas
de um céu construído por larvas atróficas
Pensa que um dia possa partir daquela lama
e transformar toda a cidade numa grande chama
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Um comentário:
A sociedade é q vive esse caos
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