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Te olha o sol com seus raios torpes
Te cega o sol com seus raios devassos
Devastas-te a alma
Levas-te o alimento
Trazendo as sombras para o estômago,
Formando-se um eco
O eco que vaga tenso por seu interior
Põe-se através das nuvens
Trazendo a nebulosidade do tempo
Trazendo uma escuridão tão densa
que já não pode mais ferir-lhe as retinas
Agora fere-lhe a ausência
E enterra-se em sua solidão profunda
Sua confusão sem fim
Enterra-se na terra do desterro
Ateia-se fogo novamente
No clarear da manha

Um comentário:

Anônimo disse...

Mergulhar no vasto mar interior
Tenebroso e surpreendente
Traz à tona a novidade...
O emergir das razões mais que sabidas,
Pelas ondas profanas esquecidas,
Bombeadas pelo vento tempestuoso
De má-fé, estupidez e falsidade!

A inteligência mundana corrompe
As águas profundas do Ser...
Mas consegue surpreender
Pela imbecilidade!

A profundidade das águas atemoriza
Quem do vento precisa
Mais que do Sal...
Ser cristal exige o isolamento
Dobrado pela gravidade da submersão.

É que os ventos sedutores
São mortíferos agressores
Dos espíritos triunfais!